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Escrito por Wilton Jr. às 18h09
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DISCURSO - Carta aberta para Rosa Cristina

Discurso do Senador Pedro Simon
Plenário do Senado - Brasília, 13/02/2007
Carta aberta à mãe do menino João Hélio, 6 anos, morto de forma cruel por assaltantes no Rio de Janeiro, dia 07/02/2007.

 

Mãe,
Conheço o tamanho da tua dor, que é a mesma do Élson e da Aline. Para mim, é, também, uma dor vivida.

A perda de um filho é, sem dúvida, o maior de todos os sofrimentos. Por que tamanha provação? Versões contemporâneas de Abraão? "Tome seu filho, o seu único filho Isaac, a quem você ama, vá à terra de Moriá e ofereça-o, aí, em holocausto, sobre uma montanha que eu vou lhe mostrar".

Por que, então, o anjo de Javé não te ajudou a desatar aquela simples fivela, de um cinto dito de segurança, que permitiria devolver aos teus braços de mãe, o pequeno João Hélio, o Isaac dos nossos tempos, para que ele permanecesse entre nós, dividindo e multiplicando sua alegria de vida?

"Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?"

É nestes momentos que nos sentimos ínfimos, diante dos desígnios do Criador.

Pior: é, também, nestes mesmos momentos que sabemos o quanto a humanidade se distanciou da Sua obra.

Disseste, "eles não têm coração".

Eles têm! É que nós utilizamos os dons que nos são ungidos e criamos, como Novos deuses, a inteligência artificial, enquanto desdenhamos os sentimentos mais sublimes e naturais, aqueles que brotam, somente e semente, em corações fertilizados pelo amor e pela fraternidade.

Ao contrário, permitimos que florescesse, em muitos corações, nas favelas e nos palácios, a barbárie. No Rio de Janeiro, em São Paulo, em Brasília, em Washington ou em Bagdá.

É a humanidade, enquanto gênero humano, que se distancia dos seus próprios conceitos de benevolência, de clemência e de compaixão.

Que tuas lágrimas não se percam, apenas, nos índices de audiência e nos discursos de conveniência.

Ao contrário, que elas mobilizem corações e mentes para a reconstrução dos valores que perdemos nessa travessia
Terrena.

Em outros tempos, não tão distantes, os valores morais e culturais se construíam sobre o tripé família, escola e igreja.

Hoje, a família foi dilacerada. A escola, sucateada. A igreja, excomungada.

No lugar, um novo, e perverso, tripé: a droga, a rua e a arma.

A droga, como estímulo. A rua, como palco. A arma, como poder.

Ainda naqueles outros tempos, as famílias se reuniam para contar, e para trocar, suas histórias de vida.

Era um grande círculo de amizade e fraternidade.

Família, escola e igreja, ao mesmo tempo e no mesmo espaço.

Respeito, aprendizado e bênção.

Pais heróis.

(continua no prox. post)



Escrito por Wilton Jr. às 14h43
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     Hoje, o círculo familiar deu lugar a um semicírculo vicioso.
    
No centro, a TV, e os novos heróis são aqueles que mais atiram, que mais batem, que mais matam.

É a arte imitando a vida. Ou incentivando a morte.

Ou vice-versa.

Vim, vi e envelheci.

Mas, por mais que possam tentar tripudiar o meu discurso e a minha prática, porque, dizem, obsoletos, não mudei. Continuo vivendo os valores que herdei.

Da família, da escola e da igreja.

Para mim, não há diferença, na dor, entre o favelado que puxa o gatilho nas esquinas e o dirigente que manda despejar mísseis sobre cidades inteiras.

Quantas serão as mães de Bagdá, que choram a morte de seus pequenos inocentes,
meninos da guerra, trucidados em nome do poder e da ganância.

Pior: "em Nome de Deus".

São, todos, bárbaros, cruéis, desumanos.

É essa a minha luta: resgatar o verdadeiro sentido de humanidade.

Que os homens retomem o projeto do Criador.

Onde reina a barbárie, de nada vão adiantar novas leis que não se cumprem; novas punições, que servirão, tão somente, para alimentar a impunidade.

Há que se ressuscitar as letras mortas.

E, isso se faz, somente, com o grito estridente das ruas.

Como bem disseste, o teu filho não pode ser mais um número nas estatísticas da violência.

Como em outros casos tão recentes, temo que a tua imolação seja esquecida, quando a comoção dobrar a esquina.

Talvez, a mesma esquina em que foste abordada, tão covardemente.

Mas, a tua dor, não. Nunca mais.    A dor por um filho é eterna, ela nos acompanha, até que o encontremos, de novo, em outra dimensão. Por isso, as tuas lágrimas têm que irrigar a indignação, que hoje toma conta de estádios, de ruas e de lares. Das famílias, das escolas e das igrejas. Quem sabe o sacrifício do teu filho signifique o renascimento do tripé que suporta outros valores, que não a barbárie.

Somos parceiros, nessa dor.

Em tempo: quando conversares com o João Hélio, nos teus sonhos de mãe, diga-lhe que um menino alegre, feliz, bonito e inteligente como ele irá procurá-lo, entre todos os anjos. Diga-lhe que eles têm muito em comum na inocência de criança. Ele partiu há alguns anos, mas, nas minhas mais belas lembranças, continua o mesmo guri que me encantava a alma. Também partiu precoce, como todas as vítimas de algum tipo de violência. Diga-lhe que esse guri se chama Matheus. Eu já conversei com ele, nos meus sonhos de pai.


Um abraço fraterno,
Senador Pedro Simon

"Frequentemente amamos as coisas e usamos as pessoas, quando deveríamos amar as pessoas e usar as coisas."



Escrito por Wilton Jr. às 14h43
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Insiro no espaço “outros sites interessantes” o webplace de um dos maiores administradores, em termos de pensamento, conhecimento e inteligência desse país: Stephen Kanitz. Não consegui ainda encontrar um único artigo seu, que não tivesse me agradado, que não fosse uma pérola sapiencial, que não destoasse dos outros (os medíocres) pela perspicácia e pela facilidade na transmissão de suas idéias. Isso é importante para nós, os famintos por conhecimento, no momento em que mais precisamos pensar, e isso ele faz bem, em invocar o questionamento inteligente, em fazer perguntas que nos levem a refletir o status quo do nosso mundo, da nossa sociedade, em ‘cutucar’ a nossa posição. Precisamos desaprender para aprender novamente. Precisamos pensar diferente, ver as coisas sobre uma outra ótica, sair do cotidiano. Somos muitas vezes levados (e isso somos nós todos mesmo) a acompanhar opiniões alheias, no telejornal na tv, no artigo da revista, no editorial do jornal, bom, são muitas as fontes, mas dificilmente se consegue incitar e inquietar o leitor com tanta maestria como faz Kanitz. Aproveitem bem o site...


Uma interessante e bonita mensagem a mim repassada pelo amigo Carlos Eduardo, vale a reflexão...

 

O pastor que queria ser filósofo

Conta-se que um jovem pastor queria muito tornar-se discípulo de um dos grandes filósofos de Atenas, a cidade da sabedoria. Quando soube do seu intento, o filósofo mandou um ajudante procurá-lo para propor-lhe uma difícil tarefa: durante três anos, ele seria obrigado a não expressar suas emoções negativas.
Ao fazer isso, devia olhar para o que ocorria dentro de si. Além disso, devia dar três moedas a cada pessoa que o ofendesse. Durante esse tempo, o pastor cumpriu sua tarefa: a cada inveja, a cada raiva ou angústia, fechava a boca e olhava para seu mundo interno, cada vez mais consciente do seu caldeirão.
Aos poucos, aprendeu a não se identificar com o que era dito, a conhecer melhor seus mecanismos emocionais e a rir de si mesmo. Ao mesmo tempo, não se esquecia de dar as três moedas a quem o xingasse ou o ofendesse. No fim do período, arrumou suas coisas e partiu rumo à cidade da filosofia.
Ao passar pela entrada, um mendigo, na verdade o filósofo disfarçado, começou a xingá-lo: “Idiota, pastor de cabras ignorante e pretensioso, onde pensas que vais? Esta cidade é só para quem atingiu a sabedoria, e não para alguém imprestável como tu!”
O jovem caiu na gargalhada e disse: “Até há alguns dias eu era obrigado a pagar a quem me ofendesse. Agora que estou livre desse compromisso, que maravilha, posso receber seus xingamentos inteiramente de graça...”
O filósofo aprumou-se, sorriu e disse: “Pode entrar, meu rapaz. Atenas é sua”.


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Escrito por Wilton Jr. às 13h09
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Voltei do feriado de carnaval, acredito que vocês também agora estão acordando para a vida como ela é.

Depois de muito sono, filmes e a desistência de ler ‘Cem anos de solidão’ volto a postar nesse espaço.

Sem muitas novidades, a não ser o ‘carnaval do povo’ que não quero comentar por discordar do carnaval e também do termo ‘povo’... alguns acidentes, outros tantos exageros, bem assim é o carnaval... o ópio do povo (termo agora bem empregado)... carnaval e cachaça uma mistura bem popular.

Voltando a questão de minha renúncia de ler Gabriel Garcia Márquez, não tive paciência para terminar o livro. Não sei o que me deu, pois a história não é tão maçante. Mas é que Naiana tava lendo um livro de Augusto Cury que há tempos queria ler. É o ‘Mestre Inesquecível’ o último livro da coleção “Análise da Inteligência de Cristo”, ai não resisti. Mas não vou ficar lamentando, quem sabe um dia, me dê na telha ler Garcia Márquez novamente.

Já com relação aos filmes que disse ter assistido, foi uma verdadeira maratona. Foram 11 filmes. Uns regulares, outros muito fracos, mas que surtiram o efeito, me fazendo relaxar um pouco, restaurando-me as energias para mais um período pesado de trabalho e estudo (se Deus quiser, ehehe).


Assisti um pouco sem vontade, mais por não ter conseguido dormir, a apuração da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. Não consigo imaginar nada no Estado do Rio de Janeiro que não seja fruto da propina e do roubo. Já internalizei tudo que vem daquele estado como se fosse sujo. No futebol, na política (como em todo brasil), em desfile de escola de samba, enfim, acho que tudo lá se compra, se vende. A vergonha, a honestidade, a moral, são vistos como bens, moeda de troca e venda... sei que a maior parte dos nossos estados não estão tão distantes do Rio, mas ali tudo realmente é imoral...

Ps. Sou mangueirense e um feliz flamenguista, mas o post não foi escrito em virtude do resultado do carnaval, e sim uma triste lembrança que agora em frente ao micro me veio a memória.


Eita!!!

Asteróide ameaça a Terra em 2036

Clique aqui e leia mais sobre a matéria do Notícias Uol.


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Escrito por Wilton Jr. às 19h08
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Recebi esse email, e achei por bem repassar aos amigos... apesar de confiar muito pouco nessa bandalhada de políticos e achar que nenhum deles é capaz de fazer nada que beneficie a população não custa nada tentar, eu fiz minha parte.

CANCELAMENTO DA TAXA TELEFÔNICA DE R$ 40,37 (residencial) e R$ 56,08 (comercial)

Quando se trata do interesse da população, nada é divulgado.
Ligue 0800-619619. Não digite nada. Espere para falar com uma atendente.
Diga que é para votar a favor do cancelamento da taxa de telefone fixo.
O Projeto de Lei é o de nº 5476. Eles não sabem até quando vai a votação.INTERESSE DE TODOS: cancelar a taxa do telefone.

Esse tipo de assunto NÃO é veiculado na TV ou no rádio, porque eles não tem interesse e não estão preocupados com isso. Então nós é que temos de correr atrás. afinal quem paga somos nós !
O telefone a ser discado (0800-619619, de 08:00 a 20:00) é da Câmara dos Deputados.
Ligue para mudar esta situação.

Passe para frente esta mensagem para o maior número possível. Não pague mais assinatura no telefone fixo. Será uma economia muito grande no final do ano. Ligue...
Vamos divulgar. LIGUE: 0800-619619.

Entrando em vigor esta lei, você só pagará pelas ligações efetuadas, acabando com esse roubo que é a assinatura mensal.
Este projeto está tramitando na "COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR" na Câmara. Quantos mais ligarem, maior a chance. O BRASIL AGRADECE!
Não adianta a gente ficar só reclamando, quando podemos, devemos tomar uma atitude...


Escrito por Wilton Jr. às 20h02
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Folha OnLine começa a divulgar níveis de raios ultravioletas nas capitais brasileiras.
Veja a matéria: clique aqui             Confira os níveis: clique aqui



O jornal esportivo italiano “Corriere della Sera” está promovendo uma votação para escolher o melhor piloto de Fórmula 1 de todos os tempos, como nós sabemos o que eles não sabem, e jamais poderemos deixar de enaltecer o primeiro entre os melhores do automobilismo mundial, assassinado em Ímola, o nosso eterno e grande Ayrton Senna do Brasil. Clique aqui e vote. 


Parabés a Simara Dantas que foi selecionada no CEFET para participar de um curso de férias na UFRN sobre genética. A concorrência era alta, 60 vagas para 1.000 candidatos inscritos em todo o estado, e somente 6 alunos seriam selecionados no CEFET/Mossoró. Ela participou do curso, que aconteceu de 5 à 9 de fevereiro, em Natal.
Congrats amiga...

Cargo: SEGURADOR DE JEGUE

No intuito de incrementar o ecoturismo no município, a prefeitura de Conde, na Paraíba, instituiu concurso público para o cargo de "segurador de jegue".

Estive lá este fim de semana e me inscrevi. Sou o 12.196.093º da fila. 

CONCURSO PÚBLICO PREFEITURA MUNICIPAL DE CONDE – PB

Cargo: Segurador de jegue

Local de trabalho: praia de nudismo de Tambaba - foto anexa

Vagas: 3 (três)

Salário: R$ 350,00

Taxa de inscrição - R$ 1.500,00

Inscrições no local - Veja foto da atuação anexa abaixo.



Escrito por Wilton Jr. às 19h57
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"Sou trabalhador. Eu queria espancar o cara, matar o cara, coisa que eles (a polícia) deveriam fazer e não fazem", disse o agente administrativo de saúde, Estevão Correa de Carvalho, de 27 anos, e se colocou à frente do último acusado de matar o menino João Hélio Fernandes, impedindo sua entrada na delegacia para a acareação de hoje à tarde.

O delegado Hércules Pires do Nascimento, da 30ª Delegacia de Polícia (Marechal Hermes, zona norte), empurrou o morador de Marechal Hermes que tentava agredir o menor E., de 16 anos. "Sai para lá, vagabundo, agitador", gritou o delegado.

Carvalho havia esmurrado a ambulância que trazia o menor. Pouco antes, o delegado reuniu os cerca de 30 jornalistas que estão cobrindo o caso, para criticar o comportamento de alguns deles. Quando os outros quatro acusados chegaram, juntos, trazidos por policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil (Core), foram hostilizados por cerca de 50 pessoas que aguardavam a chegada deles, na frente da delegacia.

Por volta das 14h, no estacionamento da 30ª DP, área de acesso restrito a jornalistas, os quatro foram novamente hostilizados verbalmente e agredidos com socos e pontapés. "Partiram para cima dos policiais e queriam bater nos caras. Isso não é comportamento de imprensa, que tem que ser isenta como a polícia", afirmou o delegado. "Eu não acho que tem que bater não, tem que matar. Eu tenho uma filha de 6 anos", declarou um operador de câmera.

O repórter fotográfico do Estado, Marcos D' Paula disse que viu um dos acusados levar um soco nas costas na entrada da delegacia, mas não soube identificar o agressor. Policiais da Core que conduziram os acusados contaram que o carro foi apedrejado e teve o retrovisor direito quebrado na 39ª DP, de onde foram trazidos os quatro.

Notícia do Agência Estado, clique aqui para ver a matéria.

 

  Os marginais

É incrível o posicionamento da nossa polícia, da justiça brasileira perante os cidadãos de bem que pagam o mal empregado salários dos que fazem esses órgãos. Servem para proteger marginais, para salvaguardar o MAL. Como ainda se aceita que coisas (esses marginais: jamais poderão ser considerados seres humanos) como essas, permaneçam respirando??

Ainda os protege da ira do povo?

Adoraria ver esses marginais todos sendo queimados vivos, pedindo clemência... sem serem atendidos.

Seria o maior sucesso do YouTube. Salvaria o vídeo no meu micro, gravaria um DVD com as imagens para ficar para posteridade, com todo orgulho do mundo e mostrar as pessoas que um dia, uma única vez, nessa malfada terra chamada brasil, a justiça se fez. Que a normalidade e a racionalidade imperaram pelo menos num desses casos atrozes que todos os dias pipocam nos noticiários.

Diante de uma barbaridade dessas, esses marginais ainda posam de pessoas comuns, como se fossem gente, como se merecessem o direito a vida, o direito de não estarem enterrados (enterrados vivos seria bem melhor).

Não queria comentar sobre o caso, sei que falaria mais que devo... só que isso foi muito brutal... não há como ver isso como um caso de violência comum.

Quando acontece isso, nós que somos pais, lembramos de imediato dos nossos filhos. E dessa forma, sofremos mais que as pessoas que não sabem o que é amar um filho.

Encerrando ainda afirmo, que gostaria de ver todos esses demônios, num vídeo bem filmado, e distribuído na internet, carbonizados com os membros todos dilacerados, assim como fizeram com o garoto, mas de uma forma bem cruel, que fossem queimados vivos, e seus dedos, pés, enfim, todos os membros externos do corpo tirados, um a um, diante de seus próprios olhos... seria como uma deliciosa e fantástica cena de uma comédia romântica....



Escrito por Wilton Jr. às 22h20
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Rio agora tem "contador de mortes" online

Está no ar o site "Rio Body CountClique aqui para ver. A idéia é essa mesmo: contar o número de mortos no Estado. Quando este post foi escrito a contagem era de 124 mortos desde 1º de fevereiro de 2007. Abaixo do logotipo da página, aparece a frase: "Não acreditamos em paz vigiada, queremos inclusão social".

No expediente, não fica claro quem são os autores. Diz o seguinte: "Somos um grupo voluntário, apartidário e sem vínculo com qualquer instituição. Não ecebemos doações e não somos uma ONG. Reportamos incidentes de violência no Rio de Janeiro a partir de notícias da grande imprensa e outras fontes".

 

Extraído do blog de Fernando Rodrigues


    Notícias nos blogs, jornais e rádios de Mossoró, dão conta da possibilidade de cancelamento do concurso vestibular para o curso de direito. Este blog informou em primeira mão sobre o ocorrido. Depois um estudante, Jefferson de Paiva, mandou um email para o jornalista Pedro Carlos, sobre a trapalhada.

Como fiz a prova do vestibular na sala de cartografia, empreendi duas tentativas antes do início da prova junto aos fiscais, de retirar os mapas, mas me informaram que eles não teriam qualquer interferência na realização das provas.

Amadorismo em situações que não admitem erros.

É preciso aprender, principalmente com os erros cometidos. Porque será que Mossoró e suas instituições teimam tanto em ser exceção? Exceção à regra da normalidade.

Acho que o assunto deve ser discutido e a coordenação do vestibular tem que admitir que errou gravemente, e não apenas ficar dizendo que o fato não causou nenhum benefício. Causou sim. As pessoas que ficaram próximas aos mapas, poderiam (não afirmo se o fizeram) ter utilizado de informações que constavam neles, e não na prova, para dirimir as questões.

Outra questão que está sendo levantada é sobre um provável pacote de provas que no ato da entrega aos candidatos não encontrava-se lacrado.

Vamos esperar para ver o que acontece...

A cobertura completa pode ser acompanhada pelo blog do Jornalista Pedro Carlos


NÃO TEMAS, CRÊ SOMENTE.

Após um naufrágio, o único sobrevivente agradeceu a Deus por estar vivo e ter conseguido se agarrar a parte dos destroços para poder ficar boiando. Este único sobrevivente foi parar numa pequena ilha desabitada fora de qualquer rota de navegação.
Ele agradeceu novamente.
Com muita dificuldade e restos dos destroços, ele conseguiu montar um pequeno abrigo para que pudesse se proteger do sol, da chuva, de animais e, também guardar seus poucos pertences.
E como sempre agradeceu.
Nos dias seguintes, a cada alimento que conseguia caçar ou colher, ele agradecia.
No entanto um dia quando voltava da busca por alimentos, ele encontrou o seu abrigo em chamas, envolto em altas nuvens de fumaça. Terrivelmente desesperado ele se revoltou, gritava chorando “O PIOR ACONTECEU! PERDI TUDO! DEUS, POR QUE FIZESTE ISSO COMIGO”?
Chorou tanto que adormeceu profundamente cansado.
No dia seguinte bem cedo, foi despertado pelo som de um navio que se aproximava.
- Viemos resgatá-lo, disseram.
- Como souberam que eu estava aqui? Perguntou ele.
- Nós vimos o seu sinal de fumaça!
É comum sentirmo-nos desencorajados e até mesmo desesperados, quando as coisas vão mal.
Mas Deus age em nosso beneficio, mesmo nos momentos de dor e sofrimento.
Lembre-se: Se algum dia o seu único abrigo estiver em chamas, esse pode ser o sinal de fumaça que fará chegar até você a GRAÇA DIVINA.
Não temas, crê somente. “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens”. Tt 2.11

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Escrito por Wilton Jr. às 12h19
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Infeliz

A Comperve (coordenação do vestibular da UERN), em colocar uma turma de candidatos do curso de direito 2º. Semestre – matutino, para realizarem suas provas de hoje (Geografia e História) do vestibular, na sala de cartografia, que é uma disciplina do curso de geografia.

Em meio a mapas de todos os tipos e maquetes de relevos físicos de rios, planaltos, planícies... os candidatos estranharam tanta condescendência.

Alguns candidatos avisaram a coordenação, mas não houve nenhuma ação.

Isso é complicado, pois esse tipo de atitude pode comprometer toda a realização do vestibular... fazer o quê né?? É Mossoró, Rio Grande do Norte,,,, ainda por cima, nordeste do brasil (com ‘b’ minúsculo mesmo).


 

 

Ao sair do vestibular hoje as 10h30, fiquei curioso com uma grande nuvem de fumaça que saia do matagal atrás do posto da leste-oeste. Chegando no local, um grande número de curiosos e moradores preocupados com o incêndio ainda sem explicações. O Corpo de Bombeiros já estava no local havia algum tempo mas ainda não tinham debelado o fogo, cogitavam solicitar o apoio das unidades de combate ao fogo da Petrobrás. O problema é que o fogarel estava perigosamente perto de residências e de um posto de combustível, inclusive com fornecimento de gás natural.

A torre de fumaça, quando sai de Mossoró, já era visível de qualquer ponto da cidade. Espero que tudo tenha sido solucionado pelos Bombeiros.


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Paz

Havia um rei que ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz de captar numa pintura a paz perfeita. Foram muitos os artistas que tentaram.
O rei observou e admirou todas as pinturas, mas houve apenas duas de que ele realmente gostou e teve que escolher entre ambas.
A primeira era um lago muito tranqüilo. Este lago era um espelho perfeito onde se refletiam umas plácidas montanhas que o rodeavam. Sobre elas encontrava-se um céu muito azul com tênue nuvens brancas. Todos os que olharam para esta pintura pensaram que ela refletia a paz perfeita.
A segunda pintura também tinha montanhas. Mas estas eram escabrosas e estavam despidas de vegetação. Sobre elas havia um céu tempestuoso do qual se precipitava um forte aguaceiro com faíscas e trovões. Montanha abaixo parecia retumbar uma espumosa torrente de água. Tudo isto se revelava nada pacífico.
Mas, quando o rei observou mais atentamente, reparar que atrás da cascata havia um arbusto crescendo de uma fenda na rocha. Neste arbusto encontrava-se um ninho. Ali, no meio do ruído da violenta camada de água, estava um passarinho placidamente sentado no seu ninho.
Paz perfeita.
Qual pensas que foi a pintura ganhadora? O rei escolheu a segunda. Sabes por quê? "Porque", explicou o rei:

"paz não significa estar num lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho árduo ou sem dor." "Paz significa que, apesar de se estar no meio de tudo isso, permanecemos calmos no nosso coração." "Este é o verdadeiro significado da paz"

Que a verdaeira paz, essa de estar sempre calmo mesmo diante das adversidades, inunde os corações de vocês!!!



Escrito por Wilton Jr. às 20h50
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Olha ai pessoal, quem achar o blog interessante, clica na imagem e indique o nosso espaço para o Uol. Ela vai permanecer no menu ao lado, para futuras indicações.


A CANOA

Em um longo rio de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para o outro. Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora. Como quem gosta de falar muito o advogado perguntou ao barqueiro: companheiro, você entende de leis? Não. – respondeu o barqueiro.
E o advogado compadecido: É pena, você perdeu metade da vida! A professora muito social, entra na conversa: Seu barqueiro, você sabe ler e escrever? Também não. – respondeu o remador. Que pena! – condói-se a mestra – Você perdeu metade! Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco.
O canoeiro preocupado, pergunta: vocês sabem nadar? Não! – respondem eles rapidamente. Então é uma pena, concluiu o barqueiro – vocês perderam toda a vida!

“Não há saber mais ou sabe menos; há saberes diferentes” PAULO FREIRE.

Pense nisso e valorize todas as pessoas com as quais tenha contato. Cada uma delas tem algo de diferente para ensinar...


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Escrito por Wilton Jr. às 18h47
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Tratado ao Carpe Diem

 

As operações matemáticas da vida contrariam as regras da ciência, na vida as operações se contradizem, não respeitam a lógica, na vida nada é simples ou absoluto.

As somas muitas vezes se transformam em subtrações, elas parecem estar paralelas, mas em sentidos opostos, quando somamos mais um dia àqueles que já vivemos automaticamente também subtraímos um dia daqueles que nos restam para viver, quando multiplicamos nossos sonhos também acabamos dividindo o nosso tempo, com isso a vida acaba se transformando para muitas pessoas em uma equação insolúvel, onde todos estão debruçados tentando obter o resultado final, sendo que na realidade o importante não está no resultado final, mas nas formas como você conseguiu equilibrar estas operações na vida.

O que afinal entendemos por aproveitar o dia presente se vivemos aprisionados entre o passado e o futuro?

Vivemos atormentados pelas nossas ações passadas que não podem mais ser alteradas, parecemos expectadores cativos do mesmo velho cinema abandonado onde nas madrugadas frias reprisa filmes de terror contendo somente os melhores momentos de nossos próprios erros e pecados, e ao invés de aprendermos com nossas falhas e arquivá-las, apenas voltamos á bilheteria para comprar um novo bilhete para a próxima sessão.

Ficamos sonhando ansiosos com um futuro que somente existirá se soubermos equacionar adequadamente as nossas ações no presente.

A solução para a equação da vida está no momento presente, é o resultado das suas atitudes e decisões agora, hoje, neste exato momento em que você está lendo esta linha do texto.

Não existe viver ontem ou amanhã, somente o HOJE.

Por isso Carpe diem!

"Se tiver que amar, ame hoje. Se tiver que sorrir, sorria hoje. Se tiver que chorar, chore hoje. Pois o importante é viver hoje. O ontem já foi e o amanhã talvez não venha."

Desconhecido

 

Carpe diem



Escrito por Wilton Jr. às 15h11
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Carpe Diem, "aproveite o dia presente", escreveu Horácio, um poeta guerreiro que habitou o vasto império romano, em tempos do principesco Augustus. Sensível como um barômetro, o velho Quintus Horatius Flaccus um dia elevou o olhar aos céus e captou o fluir silencioso das águas do rio tempo. A visão da transitoriedade aflorou na sentença: Carpe Diem, aproveite o dia presente, pois ele é tudo que é dado ao homem usufruir. Passado é história, água corrida que não volta. Futuro é hipótese, probabilidade apenas, incerteza e risco, impalpável demais para ser levada tão a sério.

 

Carpe Diem, nestas duas palavras latinas, um alerta, um conselho, uma filosofia de vida. Viver é já. Existir é hoje. Nenhum tempo além. Nenhum lugar além. Se tiver de ser, que seja eternamente agora. Ou talvez jamais, porque as águas do rio tempo não voltam - e ainda que voltassem não nos encontrariam, pois não seríamos mais os mesmos. Tudo flui, dizia Heródoto. Tudo muda. A única coisa que permanece é a improcedência. Nada é eterno, pois que tudo é chama, fluxo, incapacidade, escorregar-se, deixar de ser. Carpe Diem. Se tiver de viver, que seja agora.

A advertência de Horácio é sábia. É sobretudo útil. Talvez mais útil ainda nestes tempos sobrecarregados, de cenhos sombrios, estafados na tentativa de construir defesas antecipadas contra difusos perigos de um amanhã improvável. Apólices de seguro na mão, e vamos nós, seguros e inseguros.

 

Carpe Diem, ouçamos Horácio, que perscrutou uma verdadeira profunda - e traduziu-a numa norma simples. Viver hoje - fazer hoje. Ser hoje. Sem essa de não poder ser feliz no domingo porque há contas a pagar na segunda. O conflito é amanhã? Deixa pra lá..... Amanhã você pode ser até enforcado, mas até que chegue amanhã, aproveite bem o seu pescoço. Viver no passado é neurótico, é inútil, é um viver virtual. Carpe Diem, colha seu dia, como quem colhe um fruto maduro, na hora exata. Um descuido e o fruto se perde.

"Carpe Diem" quer dizer "colha o dia". Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre. A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente.



Escrito por Wilton Jr. às 15h10
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Os amigos Rodrigues, Jéferson, Róbson, Sidney e Júlio César realizaram a II Expedição Aurora, uma homenagem a uma aposentada (Dona Aurora Noeli), que resolveu contornar toda a costa brasileira de bicicleta. Uma bonita história que pode ser conferida no link que disponibilizo para vocês visitarem. Clique aqui


Fantástica a matéria escrita na Folha de São Paulo, pelo historiador Boris Fausto, sobre a crise de valores na nossa sociedade. Infelizmente o artigo ainda está restrito, e poderia – no momento – ser lido apenas para quem tem a senha do Uol. Mas a regra é que daqui a um ou dois dias, o arquivo seja liberado para leitura de todos.

Deixo aqui o link, para quem quiser refletir um pouquinho sobre nossos padrões sociais e seus paradigmas. Clique aqui


UMA BOA SAÍDA PARA OS CALOTEIROS

Acho que tem muitas pessoas nessa situação, mas duvido que existam pessoas cara-de-pau assim ... 

Segue carta de um devedor, caloteiro e ainda muito cara-de-pau, mas
engraçada, publicada na Folha. Esta carta é verídica e foi divulgada pelo próprio Clube de Dirigentes Lojistas. A correspondência abaixo foi enviada por um devedor a uma das várias lojas credoras, conforme ele mesmo informa na sua correspondência. 

 

"Prezados Senhores,

Esta é a oitava carta jurídica de cobrança que recebo de Vossas
Senhorias... 
Sei que não estou em dia com meus pagamentos. Acontece que eu estou devendo também em outras lojas e todas esperam que eu lhes pague. 
Contudo, meus rendimentos mensais só permitem que eu pague duas prestações no fim de cada mês. As outras, ficam para o mês seguinte. 

Estou ciente de que não sou injusto, daquele tipo que prefere pagar esta ou aquela empresa em detrimento das demais. Ocorre o seguinte......

Todo mês, quando recebo meu salário, escrevo o nome dos meus credores em pequenos pedaços de papel, que enrolo e coloco dentro de uma caixinha. Depois, olhando para o outro lado, retiro dois papéis, que são os dois "sortudos" que irão receber o meu rico dinheirinho. Os outros, paciência. Ficam para o mês seguinte. Firmo aos senhores, com toda certeza, que sua empresa tem constando todos os meses na minha caixinha. Se não os paguei ainda, é porque os senhores estão com pouca sorte. Finalmente, faço-lhes uma advertência: Se os senhores continuarem com essa mania de me enviar cartas de cobrança ameaçadoras e insolentes, como a última que recebi, serei obrigado a excluir o nome de Vossa Senhoria dos meus sorteios mensais. 
Sem mais, 

Obrigado."


Na unanimidade há uma parcela de entusiasmo, outra de conveniência e uma última de desinformação.

Carlos Drumond de Andrade

Brasileiro. Escritor (1902 - 1987)


Estou inserindo no espaço ‘outros sites interessantes’ esse fantástico blog, que traz várias críticas de filmes, realizadas pelo autor do espaço, é claro, nos auxilia quando ficamos indecisos com relação a que filme assistir.

Sei que aqui em Dix-septCity não temos muita opção, mas quem estuda, trabalha ou viaja muito a Mossoró, existem boas opções de locadoras de dvd com filmes originais de até 2 reais a diária (o mesmo que é cobrado aqui por um filme pirata).

Eu, cinéfilo apaixonado que sou, não deixo de rotineiramente visitar o “cave”, espero que ele possa ajudar aos amigos também.



Escrito por Wilton Jr. às 08h24
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Texto do grande Clauder Arcanjo...

 

Capital da educação

 

Clauder Arcanjo

 

“Vou deixar para vocês algo que ladrão nenhum no mundo rouba:

educação.”

(Zequinha, meu pai)

 

E conseguiu. Apesar das dificuldades financeiras, e do pessimismo reinante, meus pais levaram os seus cinco filhos à faculdade. Eu, à de Engenharia. Os demais, à de Medicina. Sempre que nos encontramos em nossa querida Santana, eles nos abençoam e, ao nos abraçarem forte, emocionados, de seus lábios ecoam, como sinal supremo do dever cumprido: “Meus tesouros!”.

Hoje, veio-me à mente tal lembrança, ao hipotecar o meu voto de apoio à campanha de fazer Mossoró, terra que me adotou, a Capital da Educação.

Como educador, pai e gerente, sempre soube que a saída para os nossos problemas passa, inquestionavelmente, pela capacidade de educar os nossos cidadãos. Como bem fizeram os meus velhos, mas sem a necessidade da renúncia, do heroísmo, do sacrifício, desumano até, que os vi passar.

Quem imagina sonha. E vi-me em mil imaginações. Primeiro, as ruas embandeiradas de flamas pela escola; em toda esquina, cartazes com mensagens educacionais. Próximo dos fins de semana, em vez dos postes pejados de propagandas de shows e forrós, faixas conclamando para as reuniões da escola. A escola feito lugar de convívio e congraçamento de nossa gente.

A pauta principal dos vereadores sendo a pedagogia. Na tribuna, discursos inflamados contra a ignorância, projetos voltados à erradicação do analfabetismo, o apoio unânime às verbas suplementares para a educação.

Enfim, os nobres edis investidos da força do bem comum, demonstrando a todos os seus aliados e eleitores quão fortes são os seus compromissos com o novo futuro.

Nas associações de classe, a visão egoísta sendo enterrada na cova mais funda, posta sobre a mesa a arma do lápis e do papel. Comenda que passa a guiar as decisões e os debates destas casas. Os empresários adotando escolas, as igrejas ofertando mestres aos recantos mais distantes, os sindicatos abrindo as portas de seus prédios para darem início a um estabelecimento de saber voltado aos seus filiados.

As donas-de-casa, ansiosas por participar, se vêem designadas a puxarem doações nos bairros. Um conjunto de carteiras novas para a escola da periferia, um computador para a direção de uma creche, um mutirão de limpeza na escola pública. De baldes, pás, escovas, panos e sabão formam um exército colorido a correr pelas ruas, uma caminhada a lavar o mundo do pessimismo, e deixarem brilhantes os templos do saber.

Os jornais se transmudam. As desgraças do cotidiano são temporariamente arquivadas, e novas páginas e cadernos são destinados à veiculação do conhecimento. Cadernos que serão avidamente lidos, e regiamente distribuídos nas salas, durante os recreios. O pão da sabedoria ofertado.

A prefeitura fará do educador o seu maior símbolo. Serão outorgados prêmios aos melhores mestres, aos alunos, por mérito, aos diretores mais competentes, às escolas de melhores resultados, bem como às instituições amigas da educação. Imagino o teatro municipal lotado, noite de gala, a galeria em suspense, as torcidas ansiosas. Em cada anúncio de comenda, os aplausos a reboar pela nave. Cada novo ídolo recebendo o seu óscar. (continua no próximo post)



Escrito por Wilton Jr. às 08h22
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