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Olha ai pessoal, quem achar o blog interessante, clica na imagem e indique o nosso espaço para o Uol. Ela vai permanecer no menu ao lado, para futuras indicações.


A CANOA

Em um longo rio de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para o outro. Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora. Como quem gosta de falar muito o advogado perguntou ao barqueiro: companheiro, você entende de leis? Não. – respondeu o barqueiro.
E o advogado compadecido: É pena, você perdeu metade da vida! A professora muito social, entra na conversa: Seu barqueiro, você sabe ler e escrever? Também não. – respondeu o remador. Que pena! – condói-se a mestra – Você perdeu metade! Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco.
O canoeiro preocupado, pergunta: vocês sabem nadar? Não! – respondem eles rapidamente. Então é uma pena, concluiu o barqueiro – vocês perderam toda a vida!

“Não há saber mais ou sabe menos; há saberes diferentes” PAULO FREIRE.

Pense nisso e valorize todas as pessoas com as quais tenha contato. Cada uma delas tem algo de diferente para ensinar...


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Escrito por Wilton Jr. às 18h47
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Tratado ao Carpe Diem

 

As operações matemáticas da vida contrariam as regras da ciência, na vida as operações se contradizem, não respeitam a lógica, na vida nada é simples ou absoluto.

As somas muitas vezes se transformam em subtrações, elas parecem estar paralelas, mas em sentidos opostos, quando somamos mais um dia àqueles que já vivemos automaticamente também subtraímos um dia daqueles que nos restam para viver, quando multiplicamos nossos sonhos também acabamos dividindo o nosso tempo, com isso a vida acaba se transformando para muitas pessoas em uma equação insolúvel, onde todos estão debruçados tentando obter o resultado final, sendo que na realidade o importante não está no resultado final, mas nas formas como você conseguiu equilibrar estas operações na vida.

O que afinal entendemos por aproveitar o dia presente se vivemos aprisionados entre o passado e o futuro?

Vivemos atormentados pelas nossas ações passadas que não podem mais ser alteradas, parecemos expectadores cativos do mesmo velho cinema abandonado onde nas madrugadas frias reprisa filmes de terror contendo somente os melhores momentos de nossos próprios erros e pecados, e ao invés de aprendermos com nossas falhas e arquivá-las, apenas voltamos á bilheteria para comprar um novo bilhete para a próxima sessão.

Ficamos sonhando ansiosos com um futuro que somente existirá se soubermos equacionar adequadamente as nossas ações no presente.

A solução para a equação da vida está no momento presente, é o resultado das suas atitudes e decisões agora, hoje, neste exato momento em que você está lendo esta linha do texto.

Não existe viver ontem ou amanhã, somente o HOJE.

Por isso Carpe diem!

"Se tiver que amar, ame hoje. Se tiver que sorrir, sorria hoje. Se tiver que chorar, chore hoje. Pois o importante é viver hoje. O ontem já foi e o amanhã talvez não venha."

Desconhecido

 

Carpe diem



Escrito por Wilton Jr. às 15h11
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Carpe Diem, "aproveite o dia presente", escreveu Horácio, um poeta guerreiro que habitou o vasto império romano, em tempos do principesco Augustus. Sensível como um barômetro, o velho Quintus Horatius Flaccus um dia elevou o olhar aos céus e captou o fluir silencioso das águas do rio tempo. A visão da transitoriedade aflorou na sentença: Carpe Diem, aproveite o dia presente, pois ele é tudo que é dado ao homem usufruir. Passado é história, água corrida que não volta. Futuro é hipótese, probabilidade apenas, incerteza e risco, impalpável demais para ser levada tão a sério.

 

Carpe Diem, nestas duas palavras latinas, um alerta, um conselho, uma filosofia de vida. Viver é já. Existir é hoje. Nenhum tempo além. Nenhum lugar além. Se tiver de ser, que seja eternamente agora. Ou talvez jamais, porque as águas do rio tempo não voltam - e ainda que voltassem não nos encontrariam, pois não seríamos mais os mesmos. Tudo flui, dizia Heródoto. Tudo muda. A única coisa que permanece é a improcedência. Nada é eterno, pois que tudo é chama, fluxo, incapacidade, escorregar-se, deixar de ser. Carpe Diem. Se tiver de viver, que seja agora.

A advertência de Horácio é sábia. É sobretudo útil. Talvez mais útil ainda nestes tempos sobrecarregados, de cenhos sombrios, estafados na tentativa de construir defesas antecipadas contra difusos perigos de um amanhã improvável. Apólices de seguro na mão, e vamos nós, seguros e inseguros.

 

Carpe Diem, ouçamos Horácio, que perscrutou uma verdadeira profunda - e traduziu-a numa norma simples. Viver hoje - fazer hoje. Ser hoje. Sem essa de não poder ser feliz no domingo porque há contas a pagar na segunda. O conflito é amanhã? Deixa pra lá..... Amanhã você pode ser até enforcado, mas até que chegue amanhã, aproveite bem o seu pescoço. Viver no passado é neurótico, é inútil, é um viver virtual. Carpe Diem, colha seu dia, como quem colhe um fruto maduro, na hora exata. Um descuido e o fruto se perde.

"Carpe Diem" quer dizer "colha o dia". Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre. A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente.



Escrito por Wilton Jr. às 15h10
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Os amigos Rodrigues, Jéferson, Róbson, Sidney e Júlio César realizaram a II Expedição Aurora, uma homenagem a uma aposentada (Dona Aurora Noeli), que resolveu contornar toda a costa brasileira de bicicleta. Uma bonita história que pode ser conferida no link que disponibilizo para vocês visitarem. Clique aqui


Fantástica a matéria escrita na Folha de São Paulo, pelo historiador Boris Fausto, sobre a crise de valores na nossa sociedade. Infelizmente o artigo ainda está restrito, e poderia – no momento – ser lido apenas para quem tem a senha do Uol. Mas a regra é que daqui a um ou dois dias, o arquivo seja liberado para leitura de todos.

Deixo aqui o link, para quem quiser refletir um pouquinho sobre nossos padrões sociais e seus paradigmas. Clique aqui


UMA BOA SAÍDA PARA OS CALOTEIROS

Acho que tem muitas pessoas nessa situação, mas duvido que existam pessoas cara-de-pau assim ... 

Segue carta de um devedor, caloteiro e ainda muito cara-de-pau, mas
engraçada, publicada na Folha. Esta carta é verídica e foi divulgada pelo próprio Clube de Dirigentes Lojistas. A correspondência abaixo foi enviada por um devedor a uma das várias lojas credoras, conforme ele mesmo informa na sua correspondência. 

 

"Prezados Senhores,

Esta é a oitava carta jurídica de cobrança que recebo de Vossas
Senhorias... 
Sei que não estou em dia com meus pagamentos. Acontece que eu estou devendo também em outras lojas e todas esperam que eu lhes pague. 
Contudo, meus rendimentos mensais só permitem que eu pague duas prestações no fim de cada mês. As outras, ficam para o mês seguinte. 

Estou ciente de que não sou injusto, daquele tipo que prefere pagar esta ou aquela empresa em detrimento das demais. Ocorre o seguinte......

Todo mês, quando recebo meu salário, escrevo o nome dos meus credores em pequenos pedaços de papel, que enrolo e coloco dentro de uma caixinha. Depois, olhando para o outro lado, retiro dois papéis, que são os dois "sortudos" que irão receber o meu rico dinheirinho. Os outros, paciência. Ficam para o mês seguinte. Firmo aos senhores, com toda certeza, que sua empresa tem constando todos os meses na minha caixinha. Se não os paguei ainda, é porque os senhores estão com pouca sorte. Finalmente, faço-lhes uma advertência: Se os senhores continuarem com essa mania de me enviar cartas de cobrança ameaçadoras e insolentes, como a última que recebi, serei obrigado a excluir o nome de Vossa Senhoria dos meus sorteios mensais. 
Sem mais, 

Obrigado."


Na unanimidade há uma parcela de entusiasmo, outra de conveniência e uma última de desinformação.

Carlos Drumond de Andrade

Brasileiro. Escritor (1902 - 1987)


Estou inserindo no espaço ‘outros sites interessantes’ esse fantástico blog, que traz várias críticas de filmes, realizadas pelo autor do espaço, é claro, nos auxilia quando ficamos indecisos com relação a que filme assistir.

Sei que aqui em Dix-septCity não temos muita opção, mas quem estuda, trabalha ou viaja muito a Mossoró, existem boas opções de locadoras de dvd com filmes originais de até 2 reais a diária (o mesmo que é cobrado aqui por um filme pirata).

Eu, cinéfilo apaixonado que sou, não deixo de rotineiramente visitar o “cave”, espero que ele possa ajudar aos amigos também.



Escrito por Wilton Jr. às 08h24
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Texto do grande Clauder Arcanjo...

 

Capital da educação

 

Clauder Arcanjo

 

“Vou deixar para vocês algo que ladrão nenhum no mundo rouba:

educação.”

(Zequinha, meu pai)

 

E conseguiu. Apesar das dificuldades financeiras, e do pessimismo reinante, meus pais levaram os seus cinco filhos à faculdade. Eu, à de Engenharia. Os demais, à de Medicina. Sempre que nos encontramos em nossa querida Santana, eles nos abençoam e, ao nos abraçarem forte, emocionados, de seus lábios ecoam, como sinal supremo do dever cumprido: “Meus tesouros!”.

Hoje, veio-me à mente tal lembrança, ao hipotecar o meu voto de apoio à campanha de fazer Mossoró, terra que me adotou, a Capital da Educação.

Como educador, pai e gerente, sempre soube que a saída para os nossos problemas passa, inquestionavelmente, pela capacidade de educar os nossos cidadãos. Como bem fizeram os meus velhos, mas sem a necessidade da renúncia, do heroísmo, do sacrifício, desumano até, que os vi passar.

Quem imagina sonha. E vi-me em mil imaginações. Primeiro, as ruas embandeiradas de flamas pela escola; em toda esquina, cartazes com mensagens educacionais. Próximo dos fins de semana, em vez dos postes pejados de propagandas de shows e forrós, faixas conclamando para as reuniões da escola. A escola feito lugar de convívio e congraçamento de nossa gente.

A pauta principal dos vereadores sendo a pedagogia. Na tribuna, discursos inflamados contra a ignorância, projetos voltados à erradicação do analfabetismo, o apoio unânime às verbas suplementares para a educação.

Enfim, os nobres edis investidos da força do bem comum, demonstrando a todos os seus aliados e eleitores quão fortes são os seus compromissos com o novo futuro.

Nas associações de classe, a visão egoísta sendo enterrada na cova mais funda, posta sobre a mesa a arma do lápis e do papel. Comenda que passa a guiar as decisões e os debates destas casas. Os empresários adotando escolas, as igrejas ofertando mestres aos recantos mais distantes, os sindicatos abrindo as portas de seus prédios para darem início a um estabelecimento de saber voltado aos seus filiados.

As donas-de-casa, ansiosas por participar, se vêem designadas a puxarem doações nos bairros. Um conjunto de carteiras novas para a escola da periferia, um computador para a direção de uma creche, um mutirão de limpeza na escola pública. De baldes, pás, escovas, panos e sabão formam um exército colorido a correr pelas ruas, uma caminhada a lavar o mundo do pessimismo, e deixarem brilhantes os templos do saber.

Os jornais se transmudam. As desgraças do cotidiano são temporariamente arquivadas, e novas páginas e cadernos são destinados à veiculação do conhecimento. Cadernos que serão avidamente lidos, e regiamente distribuídos nas salas, durante os recreios. O pão da sabedoria ofertado.

A prefeitura fará do educador o seu maior símbolo. Serão outorgados prêmios aos melhores mestres, aos alunos, por mérito, aos diretores mais competentes, às escolas de melhores resultados, bem como às instituições amigas da educação. Imagino o teatro municipal lotado, noite de gala, a galeria em suspense, as torcidas ansiosas. Em cada anúncio de comenda, os aplausos a reboar pela nave. Cada novo ídolo recebendo o seu óscar. (continua no próximo post)



Escrito por Wilton Jr. às 08h22
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As universidades e faculdades sairão dos seus intramuros, levando o caudal das teses, a riqueza dos seus mestrados e doutorados para solucionar o lapso de performance de conhecimento que nos envergonha. A Universidade se fazendo universal.

Em cada lar, um recanto sagrado à leitura. O melhor móvel com os livros.

Nos pais, o zelo a fim de que seu broto cresça sadio e sábio. Em todo grupo de jovem, o bom combate, a boa disputa para ver quem aprende mais.

Sem egoísmos, contudo levados pela augusta graça de se fazerem melhores, juntos.

As bibliotecas e as livrarias se vêem os pontos mais visitados. Um único vício se espalhando e sendo celebrado: o da leitura. Com isto, os professores e os escritores se transformando nos homens e mulheres diuturnamente ouvidos, conselheiros do povo, como na Grécia Antiga.

Sei que isso pode parecer utopia, mas isto pouco importa, nenhuma verdadeira batalha se deu sem a torpe presença dos descrentes e dos omissos. Porém uma coisa eu aprendi com Zequinha e Maria: a revolução da vida passa primeiro por nós. Só espero contar com você, caro leitor.

 

Clauder Arcanjo – Professor

clauder@pedagogiadagestao.com.br

 

Texto publicado no jornal Gazeta do Oeste (Mossoró-RN), caderno Expressão, espaço Questão de Prosa, edição de 04/02/2007.



Escrito por Wilton Jr. às 08h21
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